IAT informa sobre cuidados com filhotes de aves encontrados fora do ninho
foto: Patryck
Madeira/SEDEST
Junto com a primavera e
o verão, as estações mais quentes do ano, chega também o período de reprodução
de diversos animais da fauna silvestre. Momento de ter atenção redobrada para
não prejudicar a renovação das espécies, especialmente no caso das aves.
Médico veterinário do
Instituto Água e Terra (IAT), Pedro Chaves de Camargo explica que é comum nessa
época que pássaros como pardais (Passer domesticus), rolinhas (Columbina
talpacoti e Columbina picui), e bem-te-vis (Pitangus
sulphuratus), entre outros, façam ninhos pelos forros, calhas e varandas de
casas e apartamentos ou em áreas de construção, além de praças e jardins de
centros urbanos.
Para evitar acidentes,
garantindo a reprodução plena das aves, o profissional separou algumas dicas do
que fazer ao avistar o ninho ou um filhote de pássaro. Por exemplo, ao
encontrar um filhote fora do ninho, é preciso levar em consideração as
seguintes características:
– Sem penugem: é
um ninhego, um filhote muito novo que não deve sair do ninho. Se seguro, tente
devolvê-lo ao ninho com cuidado.
– Pouca penugem:
este filhote está começando a explorar o ambiente, mas ainda tem pouca
mobilidade. Observe de longe e verifique se os pais estão próximos.
– Coberto de
penugens: é um pássaro jovem que está aprendendo a voar e, por isso, pode estar
pulando ou se debatendo no chão. Os pais estão por perto ajudando, então evite
intervir.
O que fazer:
– Filhote fora do ninho,
mas sem ferimentos: observe a distância. Os pais provavelmente estão cuidando
dele. Caso os pais não apareçam por alguns minutos, o filhote deve ser manejado
cuidadosamente ao ninho, para evitar que predadores o peguem.
– Filhote ferido:
coloque-o com cuidado em uma caixa segura e acione a Secretaria de Meio
Ambiente da sua cidade ou um Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS). Há espaços
deste tipo em Curitiba, Londrina, Cascavel, Guarapuava, Maringá e Foz do
Iguaçu.
Ainda de acordo com o
veterinário, o manejo do animal deve ocorrer de forma rápida, mas com
delicadeza, para evitar que seu desenvolvimento seja afetado futuramente. “O
que é importante observar sempre no caso de aves caídas é se há um ninho em
volta para que o animal possa ser colocado rapidamente de volta ao seu lugar de
origem. Isso evita que se faça muito manejo e que ele fique sobre cuidado
humano, o que pode comprometer a soltura e o seu desenvolvimento futuramente”,
afirma.
Ele reforça, também, que
o cuidado imediato dos filhotes é fundamental para aumentar as chances de
sobrevivência, possibilitando assim que outros animais que necessitam de maior
cuidado sejam atendidos nos centros especializados em fauna silvestre.
“Seguindo essa ordem de
ações, conseguiremos fazer com que o maior número possível de indivíduos tenha
a chance de se desenvolver e virar um adulto, para voar e reproduzir. Quanto
mais animais forem tirados do meio ambiente e encaminhados a instituições de
atendimento, mais se sobrecarrega esses locais, comprometendo, inclusive, o
atendimento à fauna vitimada por outros fatores”, destaca Camargo.
Outra dica importante do
especialista: mexer nos ovos ou alterar e tirar o ninho do local é crime
ambiental, previsto na lei de crimes ambientais nº 9.605/98.
AJUDE A FAUNA –
Ao avistar algum animal silvestre ferido entre em contato por meio da Ouvidoria
do Instituto Água e Terra (IAT) ou com o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, da Polícia Militar
do Paraná. Isso vale, também, para o fazer denúncias de atividades
ilegais contra animais,
Se o cidadão preferir,
pode também ligar para o Disque Denúncia 181. É preciso informar de forma
objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais
detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais
rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.
Fonte: AEN/Beltrão Agora


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