Valor do diesel aumenta frete rodoviário e vai pesar no preço dos alimentos
O aumento de R$ 0,22 por
litro no diesel anunciado pela Petrobras na última semana deve ter impacto de
2% a 2,5% no segmento de transporte rodoviário de cargas, com reflexos nos
produtos que chegam aos supermercados, farmácias e lojas pelo país.
De acordo com o assessor
técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, o aumento da Petrobras deve levar
cerca de duas semanas para chegar às bombas.
“Mas a gente já estima,
pelo valor da Petrobras, que vai ser mais ou menos de 2% a 2,5% a mais no frete
só desse último aumento”, disse.
Mais da metade da carga
transportada no Brasil circula pelas rodovias. Ou seja, o país depende do
transporte rodoviário para abastecer a população com alimentos, remédios e
outros produtos.
No entanto, os
caminhoneiros “freelancers”, que trabalham por conta própria, devem ser mais
rápidos para repassar a alta do diesel, à medida que comecem a abastecer com o
combustível mais caro.
Não é só por causa dos
caminhões que o diesel impacta indiretamente a inflação ao consumidor.
O combustível também é
usado em máquinas agrícolas, na geração de energia elétrica por usinas
termelétricas e ônibus urbanos.
Contudo, a dependência
do transporte rodoviário no Brasil faz com que todos os produtos que chegam ao
consumidor tenham uma parcela do diesel na sua composição de preços.
“O efeito indireto do
diesel na inflação é muito grande. Qualquer alimento que você consuma em um
grande centro urbano chegou lá via transporte rodoviário, [seja] um pacote de
arroz ou mesmo um carro”, afirmou Braz.
O economista destaca que
a parcela do diesel varia de acordo o valor agregado de cada produto. Ou seja,
o impacto do combustível nos alimentos é maior que em eletrodomésticos,
eletrônicos e carros, por exemplo –que também são transportados por caminhões.
“O problema do Brasil é
que a gente tem longas distâncias que poderiam ser feitas por navios através da
cabotagem [navegação ao longo da costa] ou pelo trem. E, hoje, essas rotas
estão sendo feitas pelo caminhão, que não deveria porque o caminhão custa mais
caro”, afirmou Valdivia.
Fonte: G1


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