Vacinação contra a coqueluche é essencial para conter o aumento de casos, alerta Saúde
Foto: SESA
A vacina contra a
coqueluche faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do SUS e está
disponível nos postos de saúde de todo o Estado.
A maioria das
confirmações é da 2ª Regional de Saúde Metropolitana, com 617 casos, seguida
pela 17ª Regional de Londrina (256), 3ª Regional de Ponta Grossa (167) e 10ª
Regional de Maringá (82). Em relação aos óbitos, foram confirmados três: um em
Londrina e dois em Curitiba, com três mortes ainda em investigação (São José
dos Pinhais, Umuarama e Quitandinha).
Além das crianças, que
recebem a imunização por meio das vacinas pentavalente (aos dois, quatro e seis
meses) e DTP (reforço aos 15 meses e aos quatro anos), a Sesa recomenda que
gestantes e profissionais da saúde também recebam o imunizante. De forma excepcional,
trabalhadores de saúde e educação que atuam diretamente com gestantes,
puérperas, neonatos e crianças menores de quatro anos devem receber a dose para
maior proteção e prevenção.
e Vigilância em Saúde da
Sesa realiza várias ações em todo o Estado junto aos municípios para conter a
doença. Ela incluem notas de alerta, videoconferências e capacitações
presenciais com as Regionais de Saúde e municípios, além da busca ativa de
gestantes e puérperas para imunização com dTpa e de crianças para atualização
do esquema vacinal.
Outras medidas incluem
orientação para controle de visitas dos sintomáticos respiratórios aos
recém-nascidos; notificação e investigação imediata (até 24 horas) dos casos
suspeitos e confirmados para controle e tratamento da doença; e ações
direcionadas ao monitoramento dos contatos próximos e à coleta para diagnóstico
dos casos com sintomas.
SOBRE A DOENÇA – O
risco da coqueluche é maior para crianças menores de um ano e, se não tratada
adequadamente, pode evoluir para um quadro grave, podendo até levar à morte.
A doença evolui em três
fases. Na inicial os sintomas são semelhantes aos de um resfriado comum, com
febre baixa, mal-estar geral e coriza. Na segunda fase, surgem crises de tosse
seca (cinco a dez tossidas em uma única inspiração), podendo ser seguidas de
vômitos, falta de ar e coloração roxa na face. Na terceira fase, os sintomas
diminuem, embora a tosse possa persistir por vários meses.
O tratamento é feito com
antibióticos e deve ser prescrito por um médico. Por isso, é importante
procurar um serviço de saúde para receber orientações, diagnóstico, tratamento
adequado, monitoramento e rastreamento de contatos.
Veja o esquema vacinal
contra a doença:
Vacina pentavalente:
Imuniza contra difteria,
tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B.
Crianças:
1ª dose aos 2 meses
2ª dose aos 4 meses
3ª dose aos 6 meses
Vacina DTP:
Previne difteria, tétano
e coqueluche (pertussis).
Reforço aos 15 meses e
aos 4 anos.
Vacina dTpa:
Previne difteria, tétano
e coqueluche (pertussis).
Profissionais de saúde
Gestantes a partir da
20ª semana (a cada nova gestação)
Trabalhadores de saúde
em maternidades, berçários, UTIs neonatais e Unidades de Cuidados
Intermediários Neonatais
Trabalhadores da
educação que cuidam de crianças até 4 anos
Para acessar o perfil
epidemiológico clique AQUI.
Fonte AEN
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