CÂMARA HOMENAGEIA OS 30 ANOS DO ASSENTAMENTO MISSÕES E DA ESCOLA IRMÃO CIRILO
O Legislativo de Francisco Beltrão prestou homenagem ao Assentamento Missões e para a Escola Municipal do Campo Irmão Cirilo em reconhecimento aos 30 anos de uma trajetória de luta, organização social, produção agrícola e contribuição para o desenvolvimento do município. A escola teve participação fundamental para a evolução da educação naquele território. As Moções de Aplausos são de autoria do vereador Marcos Folador e foram entregues nesta terça-feira (18).
“Nestas três décadas o Assentamento Missões consolidou-se como uma comunidade referência estadual em agricultura familiar. A escola Irmão Cirilo é um marco construído a partir da luta das famílias assentadas por uma educação pública de qualidade. Esta organização representa um legado de trabalho, resistência e contribuição”, destaca o vereador Marcos.
Também falaram durante a homenagem o vereador Tiago Correa, que estudou na escola quando criança, a vereadora Anelise Marx, em nome da mesa diretora, e pela comunidade, Claimar Schmitz, presidente da Associação de Moradores e Produtores, e Juliana Rodrigues, diretora da escola.
A história do Assentamento Missões teve início em 1996, por meio da organização de centenas de famílias de trabalhadores rurais sem terra. No dia 27 de maio daquele ano aconteceu a ocupação da área de 1.993 hectares da antiga Fazenda Marrecas e Colônia Missões. Foi um marco na luta pela reforma agrária no Sudoeste.
O decreto de desapropriação foi assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em novembro de 1996, e 136 famílias foram assentadas de forma definitiva. Os primeiros anos foram marcados pelo trabalho coletivo, solidariedade e organização comunitária, com a construção de moradias, escolas, espaços religiosos e estruturas comunitárias fundamentais para o desenvolvimento local.
Educação como prioridade
Desde o início da ocupação as famílias compreenderam que a conquista da terra precisava estar acompanhada da garantia do direito à educação para as crianças e jovens. Apenas 20 dias após a ocupação foram iniciadas as aulas em barracões e casas improvisadas da fazenda. As professoras Neusa de Bastian Trento, Irone Castoldi Griz e Terezinha Ré iniciaram o trabalho pedagógico com 74 estudantes. Ainda no primeiro ano já eram 90 alunos.
Inicialmente denominada de Escola da Fazendinha, a instituição foi autorizada legalmente para funcionamento em 26 de fevereiro de 1997. Recebeu o nome de Irmão Cirilo Korbes em homenagem ao apoiador da luta dos agricultores pela Reforma Agrária e pela educação popular. A comunidade se mobilizou em busca de melhores condições estruturais, iniciativa que resultou na construção de novas salas de aula, em 2003, fortalecendo ainda mais a educação no campo.
Ao longo dessas três décadas, a escola consolidou-se como referência em educação do campo, fortalecendo a comunidade e garantindo acesso ao conhecimento aliado à realidade social e cultural do meio rural. Durante os pronunciamentos os vereadores enfatizaram que a homenagem do Poder Legislativo reconhece a importância histórica, social e educacional da escola e da comunidade.



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