Nos primeiros três meses do ano, o Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário homologou, em sua sede, nada menos de 1.607 rescisões de contrato de trabalho, entre demissões sem justa causa e pedidos de demissões, números que surpreendem o presidente da entidade, Gildo Antônio Alves (foto). "A maior parte desses trabalhadores está trocando de empresa devido ao baixo salário, com isso, a rotatividade é enorme", avalia Gildo. "Muitos estão migrando para outras categorias, simplesmente se transferindo de uma empresa para outra ou, o que é pior, saindo para trabalhar na informalidade", critica o dirigente do STIVestuário. Do total de rescisões, 1.035 referem-se a pedidos de demissão. Entre os dias 17 e 31 de janeiro foram registradas 217 demissões sem justa causa e quase o dobro (420) de pedidos de demissão, na categoria, em toda a microrregião (além de Jaraguá do Sul, a base de abrangência do Sindicato inclui Corupá, Guaramirim, Massaranduba e Schroeder). O sindicato representa hoje aproximadamente 24 mil trabalhadores com Carteira assinada, na microrregião. A categoria está em plena Campanha Salarial - data-base é em 1º de maio -, com reivindicação de aumento real de 6% aos salários, aprovada durante a Assembleia Geral do dia 17 de março, que contou com a presença de 500 vestuaristas.

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